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Vereadores rejeitam projeto de reajuste na tarifa da água - 07/11/2013

O mais polêmico e impopular de todos os projetos de 2013, que também já foi o mais impopular de 2012, tanto é que foi rejeitado naquele ano, voltou a ser reprovado por 9 dos 12 vereadores que participaram da votação no final da tarde de ontem, 05, na Câmara Municipal de Tangará da Serra, mesmo com pareceres favoráveis de todas comissões. Nele estava previsto o reajuste de cerca de 18% da tarifa de água em três etapas ao longo dos próximos meses, além da autonomia do prefeito em reajustar a tarifa anualmente tomando como base a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Em miúdos, uma das previsões do projeto é que a taxa mínima de água, que hoje é de R$ 12,80 e atinge 43% das 25 mil unidades consumidoras, passaria a ser de R$ 15,44 daqui a seis meses. No projeto, o prefeito Fábio Junqueira (PMDB) argumentou que os valores cobrados estão defasados desde 2009, quando houve o último reajuste, o que estava impedindo, por exemplo, novos investimentos no setor. Além deste, Fábio expôs mais uma série de argumentos que não foram suficientes para a aprovação do projeto e ele sofreu mais uma derrota no Legislativo. Votaram contra o reajuste os vereadores Fabão (PSDB), Coquinho (PT), Frare (PR), Professor Sebastian (PROS), Professor Odair (PTB), Sílvio Sommavilla (PV), Dona Neide (PSD), Rogério Silva (PROS) e Professor Vagner (PSDB), que é líder do prefeito na Câmara. Foram favoráveis Niltinho do Lanche (PROS), Maurizan Godoi (PMDB) e Romer Japonês (PR). Azenate Carvalho (PMDB) se absteve por problemas de saúde e Luiz Henrique (PTB) não vota por ser presidente do Legislativo.
 
"Para votar favorável neste projeto tem que ter peito", desafiou Niltinho
 
O vereador Niltinho do Lanche (PROS), que votou favorável ao projeto de reajuste da tarifa da água, disse que precisa ter peito para votar a favor. "Sei que votar em projeto impopular é difícil, mas no dia de amanhã população, quando vocês me cobrarem sobre a falta de água farei o que? Levarei água em um balde em suas casas, o fornecimento de água nas casas das pessoas tem um custo e infelizmente temos que fazer este aumento para dar condições de fornecimento para que não falte água amanhã. Para votar favorável neste projeto tem que ter peito. Não é pelo meu voto que a população vai ficar sem água no futuro", disse, anunciando seu voto favorável. Já o vereador Fabão questionou o por quê do reajuste não ter sido votado nos últimos 3 anos. " Não acho justo a sociedade pagar por um reajuste que não houve no passado", disse. Entretanto, logo na sequencia ele foi lembrado pelos vereadores Sebastian e Niltinho que o reajuste havia sido votado em 2012 na gestão do prefeito Saturnino Masson, do seu partido. Inclusive, o próprio Fabão, votou contra em 2012. Claudinho Frare disse que era a favor devido a falta de água, mas se posiciona contra porque, segundo ele, tira o direito do vereador em votar nos reajustes futuros. Além dele, Odair, Sebastian e Rogério também dividiram o mesmo raciocínio.
 
Alexandre Rolim - Redação DS
Autor: Diário da Serra
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